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Equipe AE , Em terça-feira 3/5/2011, às 10:45

A produção industrial brasileira alcançou em março o patamar mais elevado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1991, informou hoje o instituto. A produção já havia mostrado expansão de 2,0% em fevereiro ante janeiro e crescimento de 0,3% em janeiro ante dezembro do ano passado. Em março, a produção cresceu 0,5% em relação a fevereiro.

 

O aumento no ritmo de atividade em março ante fevereiro foi observado em 13 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Material Eletrônico e Equipamento de Comunicações (10,1%), que anulou a perda de 3,1% vista no mês anterior. Outros setores também mostraram aumento de ritmo, como Máquinas e Equipamentos (1,8%), Calçados e Artigos de Couro (9,2%), Outros Equipamentos de Transporte (3,6%), Produtos de Metal (2,5%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (2,9%).

 

A principal pressão negativa veio do setor de Alimentos (baixa de 3,9%), seguido por Equipamentos Médico-Hospitalares, Ópticos e Outros (recuo de 9,2%), Indústrias Extrativas (recuo de 1,9%), Perfumaria, Sabões e Produtos de Limpeza (queda de 6,0%) e Bebidas (baixa de 2,8%).

 

Categorias

 

Por categorias de uso, os números da produção industrial mostraram queda de 0,2% para os bens intermediários em março ante fevereiro e recuo de 0,4% em relação a março de 2010. Já os bens de consumo registraram expansão de 1,2% em março ante fevereiro, ao mesmo tempo em que recuaram 4,1% na comparação com março de 2010.

 

Dentro da categoria de bens de consumo, os duráveis mostraram alta de 4,1% em março ante fevereiro e queda de 5,2% na comparação com março de 2010. Já os semiduráveis e não duráveis indicaram alta de 1,0% em março ante fevereiro e queda de 3,7% ante março de 2010. A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceu 3,4% em março ante fevereiro, mas registrou recuo de 0,1% ante março de 2010.

 

Trimestre

 

A comparação trimestral da produção industrial mostra que o setor prossegue em expansão, com alta de 1,3% ante o trimestre imediatamente anterior, informou o IBGE. “A indústria sai de um comportamento praticamente estável nos últimos trimestres no ano anterior para alta em todos os setores nos três primeiros meses de 2011”, disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo.

 

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o índice da indústria havia registrado recuo de 0,4% no terceiro trimestre de 2010 ante o segundo e ficado estável no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro. No primeiro trimestre de 2011, todas as categorias de uso registraram alta, com destaque para produção de bens de consumo duráveis, que teve expansão de 5,7%, e produção de bens de capital, com alta de 5,1%. Os resultados do trimestre anterior foram mais modestos, com altas de 2,2% e 0,6%, respectivamente.

 

“A causa para a aceleração foi a manutenção das demandas das famílias, do mercado de trabalho e das demandas por crédito, que acabam influenciando principalmente os bens de consumo”, explicou Macedo.