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Um dos desafios hoje para a sociedade e empresas que querem dar um bom exemplo de cidadania é reintegrar quem está à margem, como é o caso dos presidiários. Sabemos que a situação penitenciária no Brasil  é precária. Como resolver o problema de ressociabilização?

Um dos melhores exemplos neste sentido é dado por algumas empresas de confecções de roupas. Elas concedem àqueles que pretendem recomeçar a vida, o trabalho e principalmente o resgate dos valores perdidos. Diversas Fundações tem criado projetos neste sentido. Uma entidade criou um projeto interessante, uma grife chamada Daspre, com a finalidade de capacitar mulheres presas já que as mulheres cometem delitos de forma diferente dos homens. De acordo com Lúcia Casali, diretora do projeto, é dada à estas mulheres uma oportunidade de qualificação, de melhora da autoestima, elas aprendem a costurar e fazer trabalhos artesanais, que são excelentes oportunidades de trabalharem de forma livre, sem depender de carteira assinada.

São cerca de 300 pessoas neste projeto aprendendo através das oficinas de artesanato e costura. Com isto, é dada à elas a chance de ter a pena reduzida . No projeto as presidiárias aprendem a costurar roupas, bolsas, bordados, patchwork e outros. São escolhidas as que possuem melhor conduta e que sabem pelo menos ler e escrever.

As peças criadas ficam à exposição em lojas.

Outro trabalho também digno de aplausos é o da Sociedade Nhá Chica, de Minas Gerais. Eles realizam trabalhos com retalhos, feitos por internas do Presídio de Caxambu. São também produzidas colchas, bolsas de fuxico, toalhas e outros. O principal objetivo destas iniciativas são mesmo a inclusão e o resgate da cidadania dos detentos, também levando em conta o lado humano.