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Roupa antimalária

Beleza útil à favor da saúde. É pensando nisto que uma designer de moda e um cientista da África estão juntando seus conhecimentos e talentos no combate à malária, doença transmitida por inseto e que mata mais de 655.000 pessoas por ano na localidade.

Para isto, eles criaram uma roupa que além de esteticamente digna de desfiles, tem incorporada em suas fibras um inseticida repelente de mosquitos infectados com a doença. Porém o modelo só ficou conhecido durante um desfile de moda nos EUA no fim do mês de Abril último.

A roupa repelente pode ser usada durante todo o dia, o que traz proteção duas vezes mais do que os inseticidas que são oferecidos e distribuidos nos lares africanos para acabar com os pernilongos. O tecido dura mais porque não se dissipa, mas fica na pele.

A malha pode conter três vezes mais inseticida do que em tramas de mosquiteiros que perdem logo o efeito após seis meses.

Toda esta tecnologia só se tornou possível devido a um material considerado estado-da-arte em nanotecnologia, conhecidos como MOFs, que são estruturas metal-orgânicas porosas onde são capazes de alojar as moléculas do inseticida.

Em se falando de moda, a nova roupa com capuz é produzida com trajes coloridos, com tons vibrantes de roxo, dourado e azul. Na capa, está contido o repelente. O trabalho do design foi todo feito pela estilista Matilda Ceesay, de Gâmbia, da mesma universidade do cientista.

O cientista agora trabalha no repelente que possa ser liberado de acordo com a mudança de temperatura ou na luz, o que poderá oferecer mais proteção à noite, que é quando os mosquitos estão mais ativos. Seria uma boa idéia também aqui no Brasil, no combate à dengue.