COMPARTILHE

A participação dos importados no consumo interno de vestuário no Brasil deve subir de 9,3% em 2011, para 13,8% este ano, de acordo com a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex). Edmundo Lima, diretor da Associação, esse crescimento vai ocorrer independentemente do câmbio.

Os produtos importados vêm ganhando mais espaço nas lojas nos últimos anos, visto que a demanda dos consumidores foi maior que a indústria de confecções local.

Desde 2007, os produtos vindos do exterior respondiam por menos de 4% do consumo interno de vestuário. O produto que vem da Ásia é competitivo em acabamento, tecido e moda. Há uma estimativa de um crescimento de mais de 40% nas importações de vestuário, que devem alcançar 900 milhões de peças.

Há uma preocupação das varejistas associadas à Abvtex (como C&A, Renner, Hering, Zara, Riachuelo, Marisa e Pão de Açúcar) quanto ao desenvolvimento da indústria nacional. Outro motivo também é a maior penetração dos produtos estrangeiros

O Brasil é o quarto maior produtor de vestuário do mundo depois de China, Índia e Paquistão. A indústria de confecção local conta hoje com 25 mil produtores. Os cinco maiores não possuem nem 5% do mercado.

Segundo levantamento da Abvtex em parceria com o Instituto de Marketing Industrial, Redes de vestuário devem aumentar importação e movimentará R$ 156,9 bilhões este ano, uma alta de 4,7% em relação ao ano passado.
Para Lima, o modesto crescimento do setor de vestuário deste ano se deve a um conjunto de fatores como alto endividamento das famílias e o clima do inverno estar atipicamente quente, o causa frustração das vendas das coleções de frio.  Há temores de ficar com o produto encalhado.