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As bermudas anticelulite garantem dar cabo do incômodo problema após dois meses de uso contínuo durante oito horas diárias.

“O problem afeta 95% das mulheres”, diz Sergio Talarico, chefe do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E a simples ideia de vestir uma bermuda para trocar a rugosa casca de laranja por uma sedosa pele de pêssego é para lá de tentadora. Antes de tudo, porém, vale lembrar que celulite é uma inflamação de diversas causas: excesso de gordura, retenção líquida, alteração hormonal e flacidez da pele. Os médicos dizem que não tem cura – apenas melhora. A boa notícia é que não faltam pesquisas nessa área, sejam cosméticos, cápsulas, tratamentos estéticos e agora peças de vestuário. E dá para confiar? Foi em busca dessa resposta que investigamos estudos, ouvimos técnicos e consultamos dermatologistas.

Como a bermuda funciona

Se você imaginou que o tecido da bermuda foi embebido num cosmético anticelulite, errou. Esse tipo de roupa é confeccionado com uma tecnologia de ponta. Na peça da Invel, empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos terapêuticos, o tecido de poliamida e elastano (comum em moda fitness) leva um banho de uma biocerâmica que se incorpora à trama. Em contato com o corpo, esse material absorve calor para depois devolvê-lo sob a forma de raios infravermelhos longos. O diferencial é que o próprio fio já contém cristais bioativos que emitem a radiação infravermelha.

O que dizem os especialistas

Para os dermatologistas, só há um meio de saber se as bermudas dão resultado: testando-as e com rigor. Foi por isso que o setor de cosmiatria do Departamento de Dermatologia e a disciplina de cirurgia vascular do Departamento de Cirurgia, ambos da Unifesp, resolveram realizar um estudo clínico para investigar a eficácia e a segurança de um tipo de tecido de compressão no tratamento da celulite de graus 2 e 3. “Houve uma melhora discreta na celulite”, conta. “Acredito que o efeito de sustentação da bermuda seja capaz de prevenir um agravamento da flacidez, que tem papel importante no desenvolvimento do problema”, fala. O dermatologista Davi de Lacerda, formado no Hospital Johns Hospkins, Estados Unidos, acrescenta um outro possível benefício das bermudas: “A compressão desse tipo de tecido e a modelagem podem facilitar a drenagem linfática”.

Tecnologia: fio composto de cristais bioativos que irradiam raios do tipo infravermelho longo.
Ação: favorecer a circulação local. Estudo da empresa: 15 voluntárias entre 18 e 45 anos usaram a peça que tinha uma perna com tecido confeccionado com fio Emana e a outra com tecido de poliamida convencional durante 60 dias por seis horas contínuas.
Resultados: aumentou em 8% a elasticidade da pele e reduziu a celulite nos graus 1 e 2.
Grifes que já oferecem peças com esse tipo de fio: Hope, Trifil, Scala, Plié, Lupo, Alto Giro, Di Corpo, Darling, entre outras marcas, confeccionam modelos de lingeries e de roupa na linha fitness. Alguns exemplos: bermuda Scala (49,90 reais), legging Trifil (32,90 reais), calcinha de cintura alta Plié (62,70 reais), body Lupo (83,00 reais), macaquinho Alto Giro (179,80 reais).

Fonte: Revista Boa Forma